Linda divulgação do livro no Blog Sonho de Reflexão

Que os blogs de resenhas fazem um trabalho lindo pela literatura e pela literatura nacional já sabemos, mas sempre dá um sorriso escancarado quando vemos o capricho de um trabalho como o feito pela Carla Fernanda, no blog Sonho de Reflexão (http://sonhodereflexao.blogspot.com.br).

Eu e toda a turma do Billy agradecemos, de coração!

Confiram o post completo em http://sonhodereflexao.blogspot.com.br/2013/11/lancamento-turma-do-cp-500-de-ana.html.

 

DivulgaçãoSonhoReflexão

 

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Exposição dos Jogos Olímpicos, até amanhã (dia 1/12)

Desde menina eu sempre gostei de esportes. Certamente foi isso que me motivou a incluir um Torneio Estudantil, com modalidades olímpicas (vôlei e tiro com arco), no enredo do meu novo livro.

Considerando que esse torneio tem toda relação com as Olimpíadas de 2016, não podia deixar de conferir a exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, que está no Museu Histórico Nacional (RJ).

A exposição traz o acervo do Museu Olímpico Internacional de Lausanne, na Suíça, e foi organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro. E posso dizer: está fantástica! Mas para aproveitar, vocês terão que correr, pois a exposição só estará disponível até amanhã.

Estive lá ontem. A exposição está dividida em setores. Logo no início temos o quadro “Mundo Olímpico”, com todas as cidades que já sediaram os jogos.

Em seguida, podemos assistir a um vídeo que mostra como os jogos surgiram na antiguidade.

Sabemos também um pouco mais do Barão de Coubertin, responsável por reestabelecer os jogos olímpicos na Era Moderna, buscando promover o esporte nas escolas. Tudo a ver com o tema do meu novo livro! 🙂

Em seguida vemos todas as tochas olímpicas e informações sobre os caminhos pelos quais elas percorreram.

No final do primeiro pavilhão, temos um setor que mostra um pouco de cada esporte, com exposição de uniformes ou objetos que fizeram parte da história olímpica.

O segundo pavilhão começa com a exposição das medalhas de todas as edições.

Medalhas

Logo após as medalhas tive o meu momento “gritinho de tiete”, ao conferir os mascotes de cada edição. E, claro, o mais fofo, o mais especial de todos, o Misha, o mascote das Olimpíadas de Moscou, em 1980.

E veja a coincidência. O mascote que eu mais gosto é da mesma década do protagonista do livro “A Turma do CP-500”. Começo a perceber que aquela foi uma década mágica. Uma década em que nos encantávamos com o que acontecia a nossa volta, muito mais do que vejo hoje em dia.

O Misha, um urso muito simpático, foi o mascote mais popular dos Jogos Olímpicos. Misha é o apelido de Mikhail e foi tão querido que emocionou o público na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Moscou. Cem mil pessoas se despediram do personagem, que foi levado aos céus por alguns balões. Um mosaico com a sua imagem foi montado nas arquibancadas, onde era possível ver o urso chorando ao término do evento. Tem uma versão linda dele na exposição.

Mascote Misha

 

A exposição segue mostrando os souvenirs vendidos pelos países em cada edição. Já fiquei imaginando o que teremos aqui no Rio, em 2016. Há também informações de como o Brasil se comportou em cada edição. Em 2012, em Londres, o Brasil conquistou seu maior número de medalhas: 17.

Fechando a exposição, há informações sobre os próximos Jogos Olímpicos que acontecerão no Rio, em 2016, incluindo a marca oficial.

Marca Oficial

 

 

Então, antes ou depois de uma boa leitura, corre e vai conferir a Exposição (#expojogosolímpicos2016)! 🙂

 

A Turma do CP-500 já está à venda!

Para quem perguntou, A Turma do CP-500 (Ed. Escrita Fina) já está à venda, na Internet!

Vocês podem acessar um dos sites abaixo:

E já está começando a chegar nas livrarias físicas:

O livro já está circulando pela rede…

Já tem muita gente comentando sobre o livro. E isso tem me deixado muito feliz.

No Google+, o amigo José Luiz de Almeida juntou meu livro com um clássico, num post que me deixou muito orgulhosa!

“Minhas duas últimas aquisições literárias: 2001 (edição especial), e A Turma do CP-500, lançamento da amiga Ana Cristina Melo. Ambos têm como personagem principal um computador com inteligência e sentimentos. O 2001 foi presente da minha maravilhosa esposa Marluce, e A Turma do CP-500 comprei direto com a autora e ganhei dedicatória!”

GoogleJoseLuiz

Quem também compartilhou o Flyer do livro no Google+ foi o amigo Carlo Vinícius.

turmacp500-flyer1

Aliás, não é só no Google+ que o livro está sendo divulgado, mas também no Facebook e no Twitter. Aliás, vários amigos têm compartilhando notícias sobre o livro, no Facebook. Feliz demais! 🙂

Hoje o post priorizou o G+, pois, oficialmente, abri minha conta no Google+. O perfil será exclusivo para a carreira literária. Então, é só me procurar por lá.

Qual será a primeira foto que vou receber do meu livro, numa pose ao lado de um CP-500? Essa foto merecia ganhar um kit da autora. 🙂

O livro desembarca na Fliporto!

livros

Ele chegou!!! O livro já saiu do forno, quentinho, quentinho para os leitores.

E quem estiver por Recife, Olinda, ou cidades vizinhas, já pode correr para a Fliporto nesse final de semana. Amanhã desembarco com A Turma do CP-500 (Editora Escrita Fina) para bate-papo com os leitores do Espaço Fliporto Nova Geração, no domingo (dia 17/11), às 11h. Após o bate-papo, haverá sessão de autógrafos.

Confiram a programação completa da Fliporto, Espaço Nova Geração, em http://fliporto.net/2013/programacao-fliporto-nova-geracao-3/.

Curiosos com o livro? Então avisem aos amigos que estão por perto! Para quem estiver esperando chegar nas livrarias, é só aguardar mais alguns dias.

O que é Inteligência Artificial?

Um dos protagonistas do nosso livro é o CP-500 Billy. Mas ele não é apenas um computador antigo, ele é um computador antigo com um coração novo, no caso, processadores e recursos computacionais modernos. Por este motivo, ele pôde receber um complexo sistema que lhe permite conversar com um ser humano, e como se fosse um deles (tudo bem que seguindo a inocência de uma criança de 5 anos). 🙂

No caso, Billy está mostrando na prática como funciona a Inteligência Artificial (IA), mesmo que um pouco mais ficcional do que a realidade que já alcançamos nos dias atuais.

A Inteligência Artificial é um ramo da ciência da computação que busca elaborar mecanismos que simulem a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas. Ela pode ser encontrada em diversas áreas, como a robótica, aplicativos de segurança, jogos, reconhecimentos de escrita a mão, reconhecimento de voz, programas de diagnóstico médico, corretores ortográficos, entre várias outras.

Mas como isso é possível?

Podemos destacar dois caminhos que podem ser usados para o desenvolvimento de sistemas com inteligência artificial:

a) Utilizar a lógica comum de programação, com estruturas de condição. No caso, por exemplo, eu posso determinar “Se o usuário fizer a pergunta X, responda Y”.

b) Utilizar redes neurais. Nesse caso, a máquina irá tentar reproduzir o funcionamento dos neurônios de um ser humano, nos quais as informações transitam de uma célula para outra, se combinando com outros dados para chegar a uma solução.

É uma área apaixonante, sem dúvida. Não por menos vem influenciando o cinema e a literatura.

Quem não assistiu o filme O Homem Bicentenário? Ou o filme IA – Inteligência Artificial?

E essa mistura de paixões fez nascer o nosso Billy. Em breve, vocês poderão conhecê-lo. 🙂

Por que um CP-500?

cp-500

Crédito da Imagem: Site http://amxproject.com.

Muitos devem se perguntar: por que escolher um computador da década de 80, que hoje, mal comparando, teria menos capacidade que alguns brinquedos eletrônicos?

Porque quem é “rei” nunca perde a majestade, mesmo que seja apenas na memória de seus súditos. 🙂

Desde que comecei a divulgar o lançamento do meu livro, percebi que não era só eu que ficava feliz de viver essa nostalgia. Para os profissionais de computação, que vivenciaram o começo da microinformática, na década de 80, falar de CP-500, CP-400, CP-200, TK-82, TK-85, MSX e tantos outros microcomputadores é resgatar uma época de envolvimento, de magia.

O poder computacional era infinitamente inferior ao que temos hoje, isso é fato, mas na época não sabíamos disso. Na época, usávamos a imaginação e o encantamento que tínhamos por nos descobrir programadores, para extrair o máximo dessas máquinas.

Não por menos descubro que essa nostalgia existe em grupos espalhados pela Internet. Achei hoje uma página no Facebook dedicada ao CP-500: https://www.facebook.com/pages/Prologica-Cp-500/240330296103451, que já divulgou o lançamento do meu livro. Descobri também um site, chamado AMX Project (http://amxproject.com), que mais do que relembrar, ainda tornam vivas essas máquinas antigas.

Eu aprendi a programar nessas máquinas. Criava programas num CP-200 e me sentia maravilhada por ser capaz de ensinar o computador a realizar operações simples. Era a magia que envolvia nossa profissão! Era o desejo de fazer diferente. Quando cheguei ao CP-500, tive ali um grande parceiro, no qual desenvolvi sistemas complexos.

Eu programava em BASIC (acrônimo de Beginner’s All-purpose Symbolic Instruction Code), que era, depois do Cobol, a preferida dos programadores. Foi uma linguagem criada para fins didáticos, que evoluiu dando origem a várias outras linguagens comerciais, como é o caso do Visual Basic.

Lembro que aprendi a programar apenas observando um código escrito em BASIC.

Não nos incomodávamos de digitar dezenas de linhas de código, sem gravá-las, para, no dia seguinte, fazer tudo de novo. No CP-500, tínhamos um recurso extra chamado BASIC Nativo, no qual, podíamos usar a linguagem nativa e programar o que quiséssemos. O único problema é que não conseguíamos salvar o programa. Para que pudéssemos manter o que tinha sido feito, tínhamos que acionar o Basic do disquete.

Floppy_disk_5.25_inch

Crédito da imagem: Wikipédia

Há alguns que chegaram a trabalhar com os disquetes de 8 polegadas. Mas eu já peguei o chamado Floppy Disk 5.25, ou disquete de 5 1/4 de polegadas. Os modelos mais antigos eram usados apenas em uma face. Para que conseguíssemos maior capacidade de armazenamento neles, cortávamos a lateral, permitindo que o leitor o utilizasse do outro lado.

Os disquetes de dupla densidade tinham capacidade de 160Kb a 320 Kb. Sim, isso mesmo, kilobytes. Ou aproximadamente 160 mil bytes. A imagem acima, por exemplo, tem 10 Kb. É como se pudéssemos armazenar apenas 16 imagens dessa em nosso disco. Os disquetes de quádrupla densidade chegavam a 720 Kb. Ah, o paraíso para nós, programadores!

Vivíamos uma época com tecnologia mais restrita, mas isso não nos impedia de fazer o melhor. E de nos envolvermos com paixão em cada tarefa que realizávamos nessas máquinas maravilhosas. Talvez sejamos diferentes por esse motivo, talvez sejamos apenas dinossauros que se alimentam dessa nostalgia. Mas não é assim o ser humano? Não guardamos fotos e lembranças, para que elas nos embalem o futuro?

Para quem ficou com nostalgia da linguagem Basic, uma pequena amostra abaixo, para matar a saudade.

10 REM MEU PRIMEIRO PROGRAMA
20 INPUT A,B 
30 C = A * B
40 PRINT 'A MULTIPLICACAO E = ', C
50 END  

Foi num programa assim que descobri como programar. Ao rodar esse programa com o comando “RUN”, descobria que o computador esperava que eu informasse dois números. E logo depois me mostrava a mensagem “A MULTIPLICACAO E =” e o resultado da multiplicação dos dois números informados. Ora, rapidamente eu deduzia que o texto que aparecia ao lado do comando REM não tinha qualquer saída, então REM era apenas um comentário. Que o comando INPUT que significa entrada, indicava a espera de dois números, que seriam armazenas nas variáveis A e B. E que a variável C receberia o resultado da multiplicação dos dois números anteriores. Logo depois, o comando PRINT (imprimir), imprimiria na tela um texto meu, acrescido do conteúdo da variável C. Simples assim!

O livro A turma do CP-500 se propõe a resgatar essas lembranças. A ideia é que seja uma série. Para o livro 2, pretendo trazer outras lembranças, além desse gosto por aprender a programar. Aguardem!

Bem-vindo aos bons e velhos tempos!