Na ficção, Billy certamente passou no Teste de Turing

Coincidência ou não, Billy, um dos protagonistas do livro “A Turma do CP-500”, trouxe o que o matemático inglês Alan Turing gostaria de provar com seu teste.

O Teste de Turing, proposto em um artigo de seu criador, em 1950, ficou conhecido como um “jogo de imitação” no qual busca-se medir o comportamento inteligente de uma máquina similar ao de um ser humano. Para execução do teste, uma máquina e um humano são colocados em dois cômodos. Uma terceira pessoa, identificada como o interrogador, está num terceiro cômodo, ao lado da máquina e do ser humano. O interrogador não pode ver ou falar diretamente com eles, apenas se comunicar por meio de um terminal.

O desafio do interrogador é distinguir entre o ser humano e o computador, tomando por base perguntas que pode fazer a ambos por meio dos terminais.

A conclusão do teste determina que se o interrogador não distinguir a máquina do ser humano, então a máquina será considerada um ser inteligente, ou seja, será capaz de “pensar”.

Hoje, matéria publicada em vários jornais (Globo, The Telegraph, Exame.com, Estadão), revela que, longe da ficção, a Universidade de Reading promoveu um evento no último dia 7, no qual um computador, supostamente, passou pela primeira vez por esse teste.

De acordo com o Jornal O Globo, o chatbot — software de bate-papo — vencedor, chamado “Eugene Goostman”, conseguiu convencer 33% dos juízes (interrogadores) de que ele era humano, muito embora para os outros jurados tenha ficado claro que se tratava de um computador. No site de Eugene (http://www.princetonai.com) pode-se papear com o chatbot, mas o acesso tem se tornado quase impossível em razão do forte congestionamento de pessoas querendo “brincar” de conversar com o autômato.

O autômato da Universidade de Reading finge ser um adolescente ucraniano de 13 anos que fala inglês como segundo idioma, possibilitando encobrir falhas linguísticas. Isso vem sendo alvo de críticas de quem acredita que há mais marketing do que verdade na conclusão desse teste.

Contudo, o mais fascinante nessa matéria é a proximidade com o tema principal do livro “A Turma do CP-500”: a possibilidade de um computador, dotado de um sistema de inteligência artificial, poder conversar com um ser humano como se fosse um, demonstrando inteligência e até mesmo emoções.

Assim, a realidade vem corroborar com o debate que o livro pode trazer, vem ajudar a provocar opiniões sobre qual lugar podemos alcançar, a partir de uma área tão instigante e fascinante.

Então, se na vida real, fica a dúvida se Eugene tornou-se ou não o primeiro computador a passar no Teste de Turing; na ficção, nosso Billy pode ser considerado um daqueles que conseguiu alcançar essa façanha.

Atualização em 10/06/2014: Hoje saiu artigo interessante de Pedro Doria sobre Eugene não ter batido o teste de Turing. O artigo aborda o conceito de chatbot, os robôs de bate-papo, e fala sobre o filme “Her” que está na minha fila para assistir.

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